Filme "Talvez Meu Pai Seja Negro” de Flávia Santana vence prêmio de Melhor Filme em Cuiabá
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Curta “Talvez Meu Pai Seja Negro” já passou por 11 festivais no Brasil

✅ 18/03/2026 | 19:28
O curta-metragem “Talvez Meu Pai Seja Negro”, dirigido pela produtora e realizadora baiana Flávia Santana e produzido pela Mulungu Realizações Culturais, conquistou o prêmio de Melhor Filme pelo Júri Popular na Mostra Quariterê de Cinema, realizada entre os dias 13 e 15 de março de 2026, em Cuiabá (MT). O filme também será exibido no Panorama Internacional Coisa de Cinema nos dias 31 de março e 1º de abril no Cine Glauber Rocha.
Com circulação expressiva no circuito audiovisual nacional, o filme já participou de 11 festivais e mostras de cinema no Brasil e acumula quatro premiações, entre elas os prêmios de Melhor Filme no Festival Taguá de Cinema e no Levante – Festival de Curtas-Metragens de Pelotas, além de menção honrosa no CineBaru – Mostra Sagarana de Cinema.
No curta, a própria diretora conduz a narrativa ao lado de seu pai, Antônio Santana, em uma investigação íntima sobre as origens da família. A jornada se inicia após uma revelação que altera a árvore genealógica e provoca uma busca por respostas em documentos, fotografias e lembranças fragmentadas. Ao acompanhar o pai na busca por pistas do passado, o filme atravessa temas como apagamentos históricos, paternidade, identidade racial e pertencimento.
Entre conversas, silêncios e fragmentos de memória, o documentário constrói um retrato delicado sobre como histórias familiares podem revelar camadas profundas da formação racial no Brasil. A narrativa parte do íntimo para dialogar com questões coletivas, refletindo sobre os impactos do apagamento de identidades negras e a reconstrução de trajetórias que muitas vezes foram silenciadas ao longo das gerações.
A premiação de ‘Talvez Meu Pai Seja Negro’ pelo júri popular na Mostra Quariterê de Cinema reforça o diálogo do filme com o público, ao trazer para a tela questionamentos sobre identidade racial, ancestralidade e pertencimento compartilhada por muitas famílias brasileiras
“Fico feliz que o filme tocou as pessoas, que de alguma forma elas se identificaram. Pra mim isso é muito especial. Só tenho a agradecer por esses encontros que o cinema proporciona e desejar que a história do nosso povo preto, periférico quilombola e indígena possa ter o espaço que merece no cinema, de muito destaque e valorização, porque produzimos coisas incríveis”, declara a cineasta e produtora baiana.
Trajetória em festivais
Desde sua estreia, o curta vem circulando por importantes mostras e festivais de cinema no Brasil, entre eles o Panorama Internacional Coisa de Cinema, o CachoeiraDoc, o Primeiro Plano – Festival de Cinema de Juiz de Fora e Mercocidades, o Festival Taguá de Cinema, o Citronela Doc, o Levante – Festival de Curtas-Metragens de Pelotas, o CineBaru – Mostra Sagarana de Cinema, o Festival Mate com Angu de Cinema, a Mostra Quariterê de Cinema, a EXIBE – Mostra de Cinema de Barbacena e a Mostra Elas por Trás das Câmeras.
Premiações
Melhor Filme (Júri Popular) — 8ª Mostra Quariterê de Cinema
Melhor Filme (Júri da Crítica) — 3º Levante – Festival de Curtas-Metragens de Pelotas
Melhor Filme — 18º Festival Taguá de Cinema
Menção Honrosa (Júri Oficial) — 9ª edição do CineBaru – Mostra Sagarana de Cinema

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