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Chamado Ancestral: resistência, existência e continuidade

  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

Por: Iyalorisá Glauciele T’Osun

28/4/2026 | 16:01


A preservação e valorização dos saberes tradicionais é mais do que um compromisso — é um chamado ancestral. É a memória que pulsa, a identidade que resiste e o futuro que se planta com as próprias mãos. São conhecimentos que atravessam gerações como rios antigos, ensinando a viver em equilíbrio, a cuidar da terra, a honrar a comunidade e a compreender o mundo para além das imposições que tentam nos silenciar.


Em união com nossos irmãos indígenas, tecemos uma aliança que não nasce de hoje, ela vem de longe, dos que vieram antes de nós. É força espiritual, é resistência viva, é território sagrado. Nessa caminhada, nossas vozes se encontram, se fortalecem e ecoam contra toda forma de apagamento. Porque nossos saberes não são passado, são presença, são guia, são continuidade.



Participar do ATL/2026 (Acampamento Terra Livre), em Brasília, entre os dias 05 e 11 de

abril, foi viver esse chamado em sua forma mais potente. Cada reza conduzida pelas sábias mulheres, as cacicas, foi como uma massagem na alma, reacendendo uma chama que nunca se apagou, apenas aguardava o tempo certo de se expandir. Foi sentir a força dos povos reunidos, o chão vibrando a cada passo, em cada canto, em cada palavra de luta. Mais do que um encontro, foi um território de espírito e resistência, onde lideranças se ergueram para denunciar injustiças e semear caminhos de esperança.


Preservar nossos saberes é um ato de coragem. É luta, é fé, é existência. É afirmar, todos os dias, que seguimos vivos, enraizados na ancestralidade e guiados pela força dos que nunca deixaram de caminhar conosco.


Momentos como esse reafirmam que a união entre povos de matriz africana e povos

indígenas não é apenas necessária, é sagrada. Porque preservar os saberes tradicionais não é apenas manter a cultura viva: é um ato político de resistência, de existência e de continuidade.


Salve a Cabocla Jurema! Salve o Caboclo Pena Branca!

Gratidão a toda ancestralidade que me guiou, me permitiu ir, vivenciar e retornar em

segurança, sustentando meus passos, protegendo meus caminhos e fortalecendo meu

espírito.



Iyalorisá Glauciele T’Osun - AxéNews

Iyalorisá Glauciele T’Osun

Glauciele Maria, carioca, caçula de 03 irmãos, nascida em berço católico de rezadeiras que tinham como tradição as ladainhas e festejos de reis. 1° incorporação, ainda criança, com o Cacique Pena Branca da Jurema em um quartinho, familiar, de consultas de Umbanda, pelas mãos do Preto Velho Pai Joaquim de Angola...  [+ informações de Iyalorisá Glauciele T’Osun]  



Rede Social de Iyalorisá Glauciele T’Osun:


Telefone: 21 99680-4780


Artigo de Opinião: texto em que o(a) autor(a) apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretações de fatos, dados e vivências. ** Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do AxéNews.



 
 
 

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