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Por que devemos ser felizes?

  • há 18 horas
  • 3 min de leitura

Por: Vodúngán Kelly de Oyá

09/03/2026 | 15:04


Esse mês trago para vocês uma reflexão, e espero que gostem. Sei que geralmente escrevo conteúdos voltados para a religião, e a matéria desse mês está diferente, mas confiem, no final vocês irão perceber que está tudo ligado entre si.


Como sabem, sou uma sacerdotisa de candomblé e atendo diariamente com jogo de Búzios e orientações espirituais, e de um tempo para cá percebo aumentar, e muito, os casos de crise de ansiedade assim como também de crises de pânico, e antes que me perguntem casos esses diagnosticado por médicos, o que será isso, será falta de amor próprio? Não, não é. Dificuldade em enfrentar problemas? Sim, esse pode ser. Falarei a frente. Medo após covid-19? Sim, também, afinal, impossível passar por esse caos, perder entes queridos e nada mudar, famílias foram devastadas e uma nova realidade de vida precisou ser construída nesses últimos anos.



Mas o que quero trazer de fato na matéria desse mês é esperança, e lhe mostrar que nada está perdido, que você não está maluco ou maluca, aliás essa palavra é péssima, podendo ofender, e, de fato, mexer com a cabeça do ser humano, que já está fragilizado. Em nossas tarefas diárias cada vez mais estamos sem tempo, lotados de tanto trabalho a se fazer no dia a dia e com isso não temos tempo para descansar, para nos desintoxicar de telas e de redes sociais, afinal precisamos estar atualizados, sem tempo para curtir nossos filhos e nossos netos, sem tempo para o lazer, para viagens e, principalmente, para cuidados espirituais.


Dessa forma não temos tempo para viver os problemas diários que aliás são muitos, cada vez mais e enfrentá-los de frente, e conseguir assim superá-los da melhor forma possível, problemas esses cadas vez mais constantes como a falta de dinheiro, falta de apoio, problemas climáticos, saúde escassa e precária com cada vez mais doenças surgindo e falta de condições de pagamentos a medicamentos, esses por si cada vez mais caros e necessários; traições familiares, falta de empatia do próximo, sem contar com o preconceito - seja ele de raça, cor ou credo -. Ufa , difícil essa superação, lutamos para nos manter vivos, com as mínimas condições necessárias para sobrevivência e proteção aos nossos familiares e entes queridos, chega uma hora que a cabeça " Ori" pifa, não aguenta, desgasta emocionalmente gerando o medo, a angústia, o cansaço, assim como o corpo dá sinais de roxidões, feridas abertas, problemas na pele, pressão alta ou baixa, vesícula, fígado, estômago, coração, palpitações entre outros. Precisamos parar, pensar, respirar e se cuidar. Cuidar da mente, do espiritual que é importantíssimo nesse momento através de orientações de sacerdotes e sacerdotisas competentes, alimentar a cabeça que está fraca, sim cuidar do ori, tomar ebó, cuidar do corpo, do físico, espiritual e da matéria e com todos os cuidados necessários entendermos que nascemos para cumprir nossa missão e principalmente para sermos felizes e buscarmos diariamente nossa felicidade, seja em pequenos gestos, sorrisos, vitórias e conquistas, em nosso meio familiar, no espiritual , no trabalho e no amor, nós merecemos isso, repita isso, você merece ser feliz, e se o dia hoje não foi bom tente de novo. A cada dia ao amanhecer temos a oportunidade de mudar tudo e fazer diferente, só nunca se esqueça, há sempre uma esperança, uma forma de fazer acontecer, de se arrepender, se redimir, de acertar, se reinventar, há sempre um dia após o outro, e ele pode ser melhor, nascermos para isso para aprender e ser felizes, nascemos para isso para a busca da evolução e da felicidade.


Você é, você pode, você consegue!

Seja diariamente uma pessoa melhor e seja feliz e lembre-se você não está só.




Átila Nunes - AxéNews

Vodúngán Kelly de Oyá

Sacerdotisa de candomblé , dirigente do Àse Xwé Réwà S'ojú L'osún, fundado em 04/12/1993, localizado no bairro de Bangú, Rio de Janeiro. Escritora com 2 livros publicados: 'Oloyá's Do amor por Oyá à confraria' e 'As Guardiãs Histórias de pombogiras' [+ informações de Vodúngán Kelly de Oyá]


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