Líder do Ilê Axé Opô Afonjá, Mãe Ana de Xangô é homenageada com a Medalha Zumbi dos Palmares, em Salvador
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A homenagem ocorreu durante uma sessão solene na Câmara Municipal de Salvador

✅ 25/8/2026 | 12:59
A ialorixá Mãe Ana de Xangô recebeu a Medalha Zumbi dos Palmares durante uma sessão solene realizada pela Câmara Municipal de Salvador, nesta segunda-feira, dia 24, no Plenário Cosme de Farias. A homenagem, proposta pelo vereador João Cláudio Bacelar (Podemos), reconheceu a trajetória de uma das importantes lideranças do Candomblé no Brasil.
À frente do Ilê Axé Opô Afonjá, um dos mais tradicionais e importantes terreiros de Candomblé do país, Mãe Ana de Xangô tem sua trajetória marcada pela preservação, valorização e transmissão dos saberes tradicionais de matriz africana. Sua atuação também alcança as áreas social e educacional, além da defesa da igualdade racial e do enfrentamento ao racismo e à intolerância religiosa. Ela é a sexta ialorixá da história do terreiro e assumiu a sucessão de Mãe Stella de Oxóssi, que esteve à frente da casa de 1976 até 2018. Mãe Ana foi escolhida em 28 de dezembro de 2019, por meio do jogo de búzios, conduzido pelo babalorixá Balbino Daniel de Paula.
Concedida a personalidades que se destacam na promoção da igualdade racial e no combate ao racismo, a Medalha Zumbi dos Palmares reconheceu, segundo a justificativa apresentada à Câmara, a contribuição de Mãe Ana de Xangô para a preservação da memória e dos conhecimentos ligados ao Candomblé. A homenagem também destacou a continuidade de uma tradição representada por importantes referências da religião em Salvador, como Mãe Stella de Oxóssi, Mãe Aninha e Mãe Senhora, fortalecendo a capital baiana como território de resistência cultural e espiritual da população negra.
A cerimônia reuniu representantes do poder público, lideranças religiosas, familiares, integrantes da comunidade do Ilê Axé Opô Afonjá e representantes de diferentes segmentos da sociedade, em uma noite marcada pelo reconhecimento à trajetória de Mãe Ana de Xangô e à importância do terreiro para a história e a cultura afro-brasileira.

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