top of page

Exposição na sede do Iphan reúne artistas negros e propõe reflexão sobre masculinidades, memória e futuro

  • há 5 dias
  • 2 min de leitura

Exposição questiona estereótipos e celebra a diversidade negra

Foto: Divulgação (Brendon Reis)
Foto: Divulgação (Brendon Reis)

✅ 14/6/2026 | 17:58


A exposição “Masculinidades Negras: Memórias Para Desaprender” será aberta ao público no próximo dia 17 de junho, às 15h, na sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), no Centro do Rio de Janeiro. Com entrada gratuita, a mostra permanece em cartaz até 3 de julho e apresenta 41 obras de artistas negros de diferentes regiões do país, propondo uma reflexão sobre as múltiplas experiências das masculinidades negras e os impactos históricos do racismo e do colonialismo na construção dessas identidades.


Organizada pela turma de Museologia do período noturno da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), sob orientação dos professores Mario de Souza Chagas e Vinícius Santos da Silva Zacarias, a exposição reúne trabalhos de artistas como Jeff Alan, Brendon Reis, Igor Rodrigues, Marlon Amaro, Anderson Awvas, Pedro Pessanha, Juan Calvet, Wellerson Cesar, Hebert Amorim, Brandy Melissa e Gugie Cavalcanti. A abertura contará ainda com uma performance da artista Gugie Cavalcanti.



A curadoria coletiva estrutura a exposição em quatro eixos temáticos: A Falha do Plano Colonial, Pluralidade da Masculinidade Negra, Crialismo: Resistência Estética e Um Sonho de Futuro. Cada núcleo apresenta diferentes perspectivas sobre a experiência de homens negros no Brasil, abordando temas como resistência, afetividade, ancestralidade, identidade, território e imaginação de futuros possíveis.


Segundo o texto curatorial, a mostra nasce da necessidade de questionar representações historicamente construídas sobre os homens negros, frequentemente associados a imagens de violência, subalternidade e desumanização. A proposta é ampliar os repertórios visuais e simbólicos, destacando trajetórias marcadas por cuidado, sensibilidade, afeto e reinvenção.


O primeiro eixo, A Falha do Plano Colonial, aborda os processos históricos de exclusão e apagamento da população negra após a abolição da escravidão, evidenciando formas de resistência diante das políticas de embranquecimento e marginalização. Já Pluralidade da Masculinidade Negra destaca a diversidade de experiências atravessadas por questões de raça, gênero, classe, sexualidade e território, rompendo com visões homogêneas sobre o que significa ser homem negro.


O terceiro núcleo, Crialismo: Resistência Estética, explora a produção cultural das periferias urbanas e a construção de identidades negras a partir da moda, dos estilos de cabelo, da música e da ocupação dos territórios. O conceito de “cria” aparece como elemento central para compreender as formas de pertencimento e autoafirmação de jovens negros periféricos.


Encerrando a mostra, o eixo Um Sonho de Futuro dialoga com o afrofuturismo e com a construção de novos horizontes para a população negra. As obras apresentam reflexões sobre ancestralidade, liberdade, afeto e transformação social, propondo futuros em que homens negros possam existir com dignidade, visibilidade e plenitude.


Além da diversidade de linguagens e técnicas artísticas, a exposição reúne artistas cujas trajetórias estão profundamente conectadas às vivências negras e periféricas, fortalecendo o diálogo entre arte, memória, identidade e justiça social.


A exposição poderá ser visitada de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h, no térreo do Iphan, localizado na Avenida Rio Branco, nº 46, no Centro do Rio de Janeiro.


Serviço

Exposição: Masculinidades Negras: Memórias Para Desaprender

Abertura: 17 de junho de 2026, às 15h

Visitação: até 3 de julho de 2026

Local: Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional

Horário: segunda a sexta-feira, das 9h às 16h

Entrada: gratuita.

 
 
 

Comentários


bottom of page