Abril Verde 2026 inicia ações com campanha “Quem tem axé não bate em mulher” no Palácio Tiradentes
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O evento lotou o plenário do Palácio Tiradentes, nesta quarta-feira (1º)

✅ 03/04/2026 | 18:21
O Abril Verde começou neste ano com o lançamento da campanha "Quem é de Axé Não Bate em Mulher", que une a luta contra o racismo religioso à defesa da vida e da integridade das mulheres, com foco especial nas mulheres negras, maioria das vítimas da violência de gênero. O evento lotou o plenário do Palácio Tiradentes, na Praça 15, nesta quarta-feira (1º), reunindo mães, pais e filhos de santo em um ato de resistência e diálogo.
O tema deste ano, escolhido em conversa direta com o povo de terreiro, destaca como esses espaços são chave para desconstruir masculinidades tóxicas e promover uma cultura de respeito à vida feminina e aos direitos das mulheres, diante da escalada de violência de gênero e feminicídios. A sessão foi presidida pela deputada estadual Renata Souza (PSOL-RJ).
Na mesa de abertura, prestigiaram o ato o músico e ogan Ossãe Pretinho da Serrinha, o pai de santo Adailton Moreira de Ogum, o babalaô Ivanir dos Santos e a abá Gaiaku Fomo Oyasse, de 85 anos, grande homenageada da noite. Também participaram a deputada federal Talíria Petrone e a subsecretária de Direitos Humanos Aline Forasteiro. Sob o som da Orquestra de Atabaques Alabê Fun Fun, foi entregue o Prêmio Mãe Beata de Iemanjá a sacerdotes do Candomblé, Umbanda e Ifá, em reconhecimento à sua luta contra o racismo religioso.
"Os terreiros são territórios de cura, de resistência e também de formação ética e cultural. Precisamos romper com o racismo religioso e a violência patriarcal que vitimam especialmente as mulheres negras. Quem é de Axé não bate em mulher!", afirmou a deputada Renata Souza (PSOL-RJ), que presidiu a sessão e destacou a urgência de ações integradas contra feminicídios e intolerância religiosa.
O Abril Verde prossegue com ações em terreiros e espaços públicos, ampliando o chamado à sociedade para romper com o racismo religioso e a violência patriarcal.
Sobre o Abril Verde feminista
O Abril Verde foi instituído por lei estadual de autoria da deputada Renata Souza para a ocupação do mês com agenda de combate ao racismo religioso. A campanha anual mobiliza religiões de matriz africana e movimentos feministas contra o racismo religioso e a violência de gênero, promovendo educação, diálogo e resistência coletiva.

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