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A pluralidade religiosa brasileira

Por: Bàbáloriṣá Joaquim Azevedo

01/05/2023 | 15:14


O sonho nacional da laicidade parece distante, mas alguns pontos evolutivos ocorrem, de maneira espalhada, em nosso território. Nem sempre credibilizado, porém, acontece.


Antes de citar alguém que tenho observado, gostaria de levantar uma simples questão. Você repara na troca de bênção entre os líderes religiosos? Veja que é sempre o Babalorixá ou a Ialorixá quem reverencia primeiro. Esse ato pode não dizer muita coisa para a maioria, mas é o retrato velado daquilo que lutamos diariamente para reverter: a posição de inferioridade.




Não pense que desejo polemizar o assunto. Quero, apenas, que passe a observar os encontros citados acima. É contraditório, tendo em vista que a África é o primeiro continente do mundo e, o Orixá, é oriundo dessa terra.


Na contramão desse cenário, conheci o querido Padre Pedro de Paula que, ultimamente, tem feito grande sucesso nas redes. O Reverendo comanda a Igreja Anglicana e é Pároco do Santuário Anglicano de São Jorge da Capadócia, na cidade de Campinas, São Paulo.


Nascido em Pernambuco e criado no Rio de Janeiro, foi ordenado pelo Bispo Dom Lucas Macieira, em 2009. Sempre engajado na defesa dos perseguidos, lutou ao lado de Mãe Dora de Iansã contra a demolição da Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade, no bairro de Neves, São Gonçalo, Rio de Janeiro.


Em breve conversa em nossas mídias sociais, o Padre me explicou o principal motivo de seu apoio. "Tive um AVC e em uma dessas viagens do coma, São Miguel Arcanjo me designou voltar e lutar ao lado do povo de matriz africana. Assim eu tenho feito", concluiu o Reverendo Pedro, via áudio.


Ainda com muitos questionamentos e desconfiança, as crenças brasileiras se mobilizam para que, um dia, seja possível não falarmos mais sobre essa temática dolorosa e desnecessária diante do século que nos encontramos.


Até a próxima e aquele axé!




Bàbáloriṣá Joaquim Azevedo - AxéNews

Bàbáloriṣá Joaquim Azevedo

O Bàbáloriṣá Joaquim Azevedo foi iniciado para o Òrìṣà Ògún pelas mãos de José Flávio de Òṣògìyán. Fotojornalista desde 2010 pela UERJ e escritor recente, com a obra Eu, Você e os Orixás. Ativista sociorreligioso, educador popular e gestor no terceiro setor.


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