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Colunista

LAYLAH EL ISHTAR | Pesquisadora

Nascida em Campo Grande, subúrbio do Rio de Janeiro, é também nascida em um terreiro de Umbanda situado na região historicamente conhecida como Sertão Carioca, um dos berços da Makumba Carioca. Carrega em sua ancestralidade a mescla indígena Puri, africana e espanhola, refletindo as encruzilhadas que formam o povo brasileiro. É filha da Tenda do Caboclo Lírio, onde iniciou sua jornada espiritual sob a orientação de Babá Lenice. Posteriormente, pelas mãos de Tata Carlinhos de Oxóssi, adentrou os ritos do Omolokô, cumprindo integralmente a ritualística e recebendo os direitos de sacerdócio. Teve também vivência no Candomblé Ketu, ampliando sua formação e compreensão das tradições afro-brasileiras. É Abòrìṣà/Omó Ifá e acredita profundamente na comunicação entre ancestralidade e modernidade, entendendo que uma não diminui a outra, mas se fortalecem mutuamente.

É pesquisadora de danças ancestrais femininas e de espiritualidades africanas e afro-diaspóricas, com foco especial nos povos da África Bantu, reconhecendo o corpo como arquivo vivo, território de memória e expressão espiritual. 

Defensora dos direitos humanos, Ativista Trans, é Agente de Proteção Social, atua em coletivos de políticas sociais, articulando espiritualidade, militância e cuidado com a vida.

Realiza um trabalho sério e responsável de resgate e preservação das Makumbas Antigas por meio de vivência e pesquisa comprometida. É idealizadora do Terreiro Livre, um coletivo afro-espiritual que atua também como movimento de liberdade e libertação da mente, promovendo reflexão crítica, fortalecimento identitário e valorização das tradições afro-brasileiras com ética, fundamento e responsabilidade.

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