Moções de louvor, congratulações e aplausos marcam homenagem a Ogum na Câmara de Vereadores do Rio
- 12 de abr.
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Ao todo, 43 casas serão homenageadas no evento

✅ 12/4/2026 | 07:20
O som dos atabaques vai ecoar no coração do Legislativo carioca no próximo dia 14, às 18h, marcando uma noite em que fé, tradição e reconhecimento se entrelaçam em homenagem a Ogum: o orixá que simboliza a coragem, a abertura de caminhos e a força ancestral das religiões afro-brasileiras.
Presidida pelo vereador Átila Nunes, a solenidade reunirá lideranças religiosas e representantes da cultura afro-brasileira em um ato que ultrapassa o simbólico: ao todo, 43 casas serão homenageadas com Moções de Louvor, Congratulações e Aplausos, em reconhecimento ao trabalho social, espiritual e comunitário que desenvolvem, especialmente em um cenário ainda marcado pela intolerância religiosa.
“Ogum representa a luta, a resistência e a abertura de caminhos. Essa solenidade é uma forma de reconhecer a importância das religiões afro-brasileiras na construção da nossa identidade e reafirmar o respeito à liberdade religiosa e à diversidade cultural”, destaca o vereador Átila Nunes.
A mesa de honra contará com a presença do deputado estadual Átila Nunes, autor do projeto de lei que criou a DECRADI (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância), além do Pai Lucas, escritor, palestrante e dirigente da Fraternidade São Miguel Arcanjo, e da Iyalorisá Élida Ti Oyá, do Ilé Alákétu Àṣẹ Aiyê Aféfé, que apresenta o programa EcoAxé, na Rádio Tropical Web Brasil.
A força da tradição ganha corpo e voz com os ogans Tião Casemiro, Braguinha, Cláudio D’ Xangô e Zé Carlos de Oxóssi, que unem o toque dos atabaques ao canto das cantigas sagradas, criando uma ambiência de energia, memória e conexão direta com a ancestralidade das religiões afro-brasileiras.
Ogum, orixá guerreiro que abre caminhos e protege seus filhos, sintetiza a força de uma herança que atravessa gerações. Sua presença no Candomblé e na Umbanda reafirma a vitalidade das religiões afro-brasileiras como expressão de identidade, pertencimento e resistência.
Em um tempo em que a intolerância religiosa ainda se impõe como desafio, a solenidade se afirma como gesto público de reconhecimento, respeito e valorização, transformando o espaço institucional em território de memória, dignidade e afirmação.
Serviço
Plenário da Câmara Municipal do Rio
Data: 14 de abril
Horário: 18h

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