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Lideranças religiosas e militantes recebem Homenagem Mãe Beata de Yemanjá na abertura do 'Abril Verde'

Havia pessoas de praticamente todas as regiões do Estado


Foto: Comunicação | Dep. Renata Souza

04/04/2024 | 13:54


O plenário do Palácio Tiradentes recebeu, nesta quarta-feira (4), centenas de lideranças religiosas para a abertura do 'Abril Verde', mês dedicado ao combate ao racismo religioso no estado do Rio de Janeiro. Além de sacerdotes de terreiros, ativistas, padres, pastores e profissionais da imprensa e do audiovisual comprometidos com as pautas da comunidade de axé foram homenageados. Havia pessoas de praticamente todas as regiões do Estado do Rio de Janeiro.





A lei é de autoria da deputada estadual Renata Souza (PSOL), e obriga o Executivo (inclusive as autarquias), Legislativo e Judiciário estaduais a criar uma agenda para todo mês de abril com palestras, debates, rodas de conversa, exibição de filmes e apresentações teatrais referentes ao tema.


Na sessão solene de abertura, o povo de santo lotou mais uma vez o Parlamento com as suas vestes sagradas para receber a linda homenagem Mãe Beata de Yemanjá. A deputada Renata Souza compartilhou a mesa de honra com a Ekedy Sinha (da Casa Branca do Engenho Velho), o teólogo Ronilso Pacheco, a Dra. Helena Theodoro, a N´Tangu Maza Raíssa Teixeira (Kota do Terreiro Bate Folha RJ), o artista plástico Aderbal Ashogun e a Secretária de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do Rio de Janeiro, Rosangela Gomes.


No início da cerimônia, Renata Souza convidou a Orquestra de Atabaques Alabê FunFun para apresentar um toque para o Orixá Ossain. Criado por Iyá Nitinha d'Òsun, a Orquestra também é conhecida por disseminar a cultura Afro Brasileira. Ela é composta por 24 tocadores e 16 dançarinas do grupo de dança Obirin Korin. Em diversos momentos da noite, a Orquestra tocou e cantou cantigas para cada Orixá.


Em seguida, a deputada discursou sobre a importância do Abril Verde para o Estado do Rio de Janeiro.



"É o terceiro ano que estamos reunidos, realizando nossa sessão solene de abertura deste mês tão fundamental para nós. Pedimos a bênção de Ossain para abrir mais esse mês, um mês da tradição, um mês de reconhecimento, um mês de cura. E pedimos mojubá à nossa ancestral Mãe Beata de Yemanjá, que também dá nome a nossa homenagem, direcionada a tantas outras mães de santo e pai de santo, além daqueles que também contribuem no combate ao racismo religioso", afirmou Renata.


Ela deu continuidade à fala, e afirmou que historicamente os espaços de poder, como as Casas Legislativas, precisam ser ocupadas cada vez mais pelas pessoas de diversas crenças da sociedade.


Hoje é um dia que essa Casa se pinta de branco com tantos corpos negros.


"Hoje é um dia de muita emoção. É um dia que essa Casa se pinta de branco com tantos corpos negros. Isso não é qualquer coisa, diante desses espaços de poder, onde historicamente não foram feitas para nós. Então, quando a gente chega aqui com a nossa fé, com a nossa ancestralidade é também para dizer e reafirmar que os espaços da política também é nosso, e vamos ocupá-los com o nosso axé, nosso amém e com todas as crenças que temos em nossa sociedade", finalizou a deputada.


Em seguida, a Ekedy Sinha abriu as falas dos convidados da mesa de honra. Ela direcionou agradecimentos a todos os presentes, a ancestralidade e aos Orixás, além de chamar a atenção para a importância do culto ao Orixá Ossain.



"Que esse abril verde seja de esperanças. Eu acho que essa homenagem a Ossain não é diferente da que fazemos no Terreiro da Casa Branca (do Engenho Velho). Eu acredito que por conta de nossa ancestralidade nada é por acaso. E a gente está em um momento que precisamos muito cultuar este Orixá. Estou muito emocionada porque hoje para gente é festa, mas também um dia de luta, pois continuamos, ainda, em pleno século 21, brigando por respeio, tendo guerra no Universo, e conseguindo destruir a natureza. Temos muitos momentos para comemorar, mas temos muitas coisas para repensar", disse ela.


Antes da entrega das homenagens, a deputada Renata Souza convidou a Orquestra de Alabê FunFun para tocar para Xangô, ao passo que pediu justiça para todos que sofreram com o racismo religioso recentemente. Na ocasião, ela também lembrou Marielle Franco, causando muita emoção em todos os presentes.


Logo após, o babalorixá Mauro D'Oxóssi convidou o primeiro bloco de terreiros homenageados da noite (foram cinco blocos de homenagens). Neste bloco foram contemplados sacerdotes e sacerdotisas do candomblé.


Babalorixá Mauro D'Oxóssi

Iya Dolores Lima também fez uso da palavra. Ela agradeceu a Deputada Renata Souza pela grandeza em criar o 'Abril Verde'.


"Eu acho que é a primeira vez em um 'Abril Verde' que vou dizer isso aqui: em outros momentos dentro dessa Casa questionávamos porque tinha culto, e não podia ter um atabaque e nossas roupas brancas. E isso tudo aqui acontecendo. Se o Estado é laico, a isonomia tem que acontecer. Então, parabéns (Deputada Renata Souza) por essa ousadia de trazer isso para esses espaços", afirmou Iya Dolores.


Ela continuou sua fala para chamar atenção para a relevância do Observatório Mãe Beata de Yemanjá.



"Quero dizer que este momento é importante. A gente ainda tem no meio do caminho algo que ainda não foi implementado que é o Observatório Mãe Beata de Yemanjá, um Observatório importantíssimo para que sejam monitorados nesse Estado o racismo religioso, a intolerância religiosa, seja lá como a gente chame", disse.


Ela citou, ainda, alguns casos recentes de intolerância, como o da estudante de 16 anos que foi alvo de intolerância religiosa por parte do diretor adjunto do Colégio Estadual Barão de Mauá, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.


"Então, é extremamente necessário que o Observatório Mãe Beata de Yemanjá seja implementado no âmbito do executivo, no sentido de monitorarmos esses casos, e como eles têm sido encaminhados, e como esses conflitos têm sido administrados ou não. Porque parece que não tem sido administrados", finalizou ela.


Depois foi a vez da professora, mestre e doutora Helena Theodoro fazer o uso da palavra. Ela irá receber a Medalha Tiradentes (maior honraria da ALERJ) no dia 16/4, em um das atividades que integram o 'Abril Verde'.



"Obrigada a todos que estão aqui neste espaço onde, normalmente, nós estamos sempre longe. E ter aqui a deputada Renata Souza falando por nós, trazendo a nossa maneira, e poder ver pessoas tão queridas é uma emoção muito grande. Eu queria dizer para vocês que Mãe Beata de Yemanjá foi uma grande amiga, uma grande parceira, uma mulher que inspirou o mundo", disse ela.


A Secretária de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do Rio de Janeiro, Rosangela Gomes marcou presença no evento, e agradeceu o convite feito pela deputada Renata, além de salientar a relevância do respeito com todos os tipos de credos.



"Quero agradecer a oportunidade de estar aqui neste dia memorável, e dizer do meu respeito pela deputada Renata Souza. Uma mulher que vem de uma comunidade periférica como eu, tem uma vocação expressiva, um currículo invejável, e defende a sua pauta, a sua vida e a sua bandeira com muita dedicação e carinho. Então, eu não poderia deixar de estar aqui. Nós vivemos num estado democrático de direitos, e o nosso país tem várias representações. E nós temos que respeitar a todos, eu não quero fazer com as pessoas o que não quero que façam comigo", afirmou a secretária.


O teólogo e pastor, Ronilso Pacheco, falou em seguida e destacou a grandeza do ato de ocupar o Palácio Tiradentes.



"A ocupação desse espaço não é uma coisa pequena. A gente sabe da naturalidade e a normalidade que são os cultos evangélicos no parlamento. Então, não é pouca coisa, dentro desse contexto, um lugar como esse, a ocupação desse espaço. É uma ocupação e um recado importante, que não é apenas sobre combater o racismo religioso, aqui tem uma proposta sobre democracia, sobre sociedade brasileira, e isso é extremamente relevante", afirmou ele.


Ele foi seguido pela fala da ativista política N´Tangu Maza Raíssa Teixeira, que em sua posicionamento registrou que foi dentro de um terreiro que ocupou um posto de rainha.


"Lá, dentro de um terreiro, que eu, mulher preta, sou vista como rainha!"




"Eu só tenho 26 anos, mas tenho 26 anos de candomblé, 26 anos vivendo o candomblé, e eu digo que eu sou fruto da luta de vocês porque eu nunca imaginei estar ocupando uma mesa na ALERJ, assim como eu nunca imaginei estar ocupando um lugar na Universidade. Eu fui educada no candomblé, aprendi a ler dentro do terreiro, foi no terreiro que eu aprendi a conhecer meu corpo dançando. Lá que eu mulher preta sou vista como rainha, e eu nunca fui vista assim na escola. Hoje faço pedagogia porque quero ser espelho para meninas como eu".


Duas grandes referências homenageadas no primeiro bloco também discursaram, Iyalorisá Edelzuita e o Prof. Dr. Babalawô Ivanir dos Santos. A sacerdotisa Edelzuita lembrou um pouco de sua trajetória no candomblé.



"Hoje eu sou a segunda mais velha do Gantois. Eu recebi cargo, e comecei a cuidar desses deuses da cultura Africana, em 1943, em plena segunda guerra mundial. Recebi cargo no dia 24 de março de 1944. Estamos comemorando 80 anos de cargo. Eu venho segurando o candomblé no Brasil e no mundo. Também tenho sido reconhecida por diversos países como os EUA e até do Japão. Três papas da igreja católica me enviaram ofício. O atual é amigo do povo, ele tem um coração aberto para o povo", disse ela, muito aplaudida pelos presentes.


Em seguida, o Babalawo Ivanir dos Santos lembrou de duas grandes sacerdotisas, e também chamou a atenção para a necessidade da atenção com o próximo período eleitoral.


"Eu espero que neste ano eleitoral, Ossain brilhe nas urnas. Isso é muito importante para nós!"




"Eu queria primeiro saudar os nossos ancestros, sem eles não estaríamos aqui, na figura de suas sacerdotisas que foram muito importante na minha vida. Primeiro, Iyá Nitinha d´Oxum, e a segunda, Iyá Beata de Yemanjá. Temos que reconhecer o legado dessas mulheres. E quero parabenizar a Renata pelo seu mandato e seu compromisso com a nossa causa. Eu espero que neste ano eleitoral, Ossain brilhe nas urnas. Isso é muito importante para nós. É importante ocupar espaços como esse, mas além de tudo, ocupar as ruas. Espero que em setembro estejamos juntos nas ruas dando um brado pela liberdade, pelo estado laico, pela democracia e pelo direito humano".


Em seguida, o babalorixá Mauro D'Oxóssi convidou os homenageados do segundo bloco. Neste bloco, também foram homenageados sacerdotes e sacerdotisas do candomblé.


Logo após, o mestre Aderbal Ashogun afirmou que enxerga no 'Abril Verde' uma grande oportunidade de virada para o país, sobretudo no campo da crise climática.


"Eu vejo nesse 'abril verde' uma chance real do Brasil assumir o protagonismo contra a crise climática!"




"Há sete anos atrás, eu usei essa tribuna para denunciar o golpe. Eu usei essa tribuna para denunciar uma família que se acercava do estado democrático de direito. Esses sete anos que se passaram para nós, os povos de matriz africana, foram um caos, foi a perseguição, foi a cassação de direitos, foi o racismo estrutural, foi o racismo religioso, foi o genocídio da juventude negra, foi a extinção do Ministério da Cultura. E agora eu vejo nesse 'abril verde' uma chance real do Brasil assumir o protagonismo contra a crise climática", afirmou ele.


Na sequência, pai Mauro convidou os homenageados do terceiro bloco. Neste bloco, os sacerdotes e as sacerdotisas da Umbanda receberam a Homenagem Mãe Beata de Yemanjá. Antes da chamada, o hino da Umbanda foi entoado.


O Babalorixá Adailton Moreira também dirigiu algumas palavras aos presentes.



"Ver mãe Edelzuita e tantos irmãos e irmãs aqui hoje é motivo de orgulho para todos nós. De fato, a gente precisa desconstruir esse engano em dizer que tradição de matriz africana é desunida, isso é a fala do colonizador, de quem continua a incutir em nossa mente a desunião própria da colônia. Ver que todos nós somos sim diferentes um dos outros, e vamos continuar sendo diferentes em busca de igualdade de direitos. Esse é o grande lema que temos que levar. É continuar mantendo o legado de nossos ancestrais, manter viva a nossa existência e continuarmos resistindo contra qualquer forma de preconceito, de discriminação, de racismo, de machismo, de lgbtqia+fobia. É mostrar, de fato, o quanto as tradições de matrizes africanas contribuíram e contribuem para essa sociedade", ponderou o sacerdote.


Na sequência, os homenageados do quarto bloco foram convidados. Neste bloco, estiveram presentes militantes importantes para as causas da comunidade de terreiro. Entre eles, o diretor do site AxéNews, Leandro Ribeiro, e colunistas da plataforma como Iyá Katiuscia de Yemanjá receberam a Homenagem Mãe Beata de Yemanjá.


Diversos padres e pastores que caminham em unidade na luta e na militância contra a intolerância religiosa foram ao evento. Entre eles, o padre Gegê que deixou registrada uma fala impactante.



"Eu quero dizer aqui, enquanto padre, que existe, sim, uma igreja colonialista, racista, e tem que acabar. Essa igreja existe, vocês sabem que existe. E a minha Igreja Católica Apostólica Romana, historicamente, nutriu o sonho de uma só igreja, único papa, único Deus, uma única fé. E as outras formas, quaisquer outras formas tinham que sumir da história. Entretanto, o povo do axé, o povo do terreiro, o povo das umbandas, resistiram a esse propósito teocrático, maléfico e diabólico, a esse rolo compressor colonialista. Eu antes de ser padre, sou negro (neste momento todos o aplaudiram)", finalzou o religioso.


A homenagem do quinto e último bloco foi destinada a personalidades ancestrais, e para representá-las, a Deputada Renata Souza convidou seus familiares. Mas, antes o sacerdote Oje Awosoju e a Orquestra Alabe FunFun saudaram toda ancestalidade com toques e cânticos.



Os ancestros homenageados neste bloco foram: José Flávio Pessoa de Barros, Tata Kimbanda Biolé, Joãozinho da Gomeia, Mãe Detinha de Xangô e Iyá Ivete Moreira.


Antes de finalizar a cerimônia, a deputada Renata Souza agradeceu a toda equipe de sua mandata que trabalhou para a realização do evento, e rogou a Mãe Oxum que a levasse para mais momentos e ocasiões como essa.


"Que minha mãe Oxum possa me trazer sempre nesses momentos, como esse que estamos vivendo hoje, celebrando os nossos ancestrais. Então, agradeço a todos, a todas e a todxs presentes. Estamos juntos no combate ao racismo nosso de cada dia. Que Exu possa nos levar em segurança para nossas casas, e Orí nos permita seguirmos firmes e equilibrados. Adupé! Adupé! Adupé!", finalizou Renata.



Confira abaixo algumas entrevistas:


Babalorixá Dário Onísègun



>> Falar da importância do movimento como o 'Abril Verde' e a Homenagem Mãe Beata de Yemanjá nos dias de hoje, mesmo em 2024, é muito importante, a gente ainda tem muito o que fazer e trabalhar. Ainda sofremos com o racismo de uma forma geral, seja o racismo estrutural, seja o racismo religioso, toda forma de racismo. Então, quando a gente pega pais e mães de santo, babalorixás e yalorixás, quando a gente pega militantes que estão ai há anos, alguns mais antigos e outros mais jovens, mas que estão trabalhando em prol da comunidade de terreiro, do povo preto dos povos tradicionais, e leva para um espaço que precisa ser nosso, e que precisa ser ocupado por nós, que é a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, e nesse lugar você homenageia essas pessoas, você está devolvendo a esses lugares, a esses templos e terreiros, aquilo que é deles, e que de algum modo foi tirado da gente. Então, quando você tem Ekedy Sinha da Casa Branca naquela tribuna, compondo aquela mesa, ao lado da Deputada Renata Souza, da dra. Helena Theodoro, de N´Tangu Maza, representando o Terreiro do Bate Folha do Rio de Janeiro, que é um dos terreiros mais antigos dessa cidade, quando você tem um pastor que caminha com a gente, com as nossas causas, quando você tem Iya Edelzuita do Oxaguian contrariando as estatísticas com 80 anos de iniciação ali com a gente, cantando, dançando e recebendo uma homenagem que é Mãe Beata da Yemanjá é muito significativo. Então, a gente vem há algum tempo, baseado nessa militância mais velha, formando uma linha de frente em combate ao racismo religioso. Por isso, é de extrema importância para a nossa construção possibilitar a Homenagem Mãe Beata de Yemanjá, na ALERJ, com essas mulheres pretas e homens pretos.



Iyá Katiúscia de Yemanjá



>> É o terceiro ano que o Terreiro Òbá Labi está presente, fortalecendo o 'Abril Verde'. É muito importante cada vez mais a gente ver os múltiplos rostinhos das múltiplas personalidades, que são personalidades, sim! Estamos diante de grandes nomes como de Ekedy Sinha, isso é uma memória viva para a gente. Depois de tantas lutas, recebo esse prêmio da Mãe Beata de Yemanjá, que é um ícone pra nós. E a gente fica muito lisonjeada pela nossa trajetória ser acolhida enquanto comunidades tradicionais que somos, enquanto luta constante, todo dia contra racismo religioso, e todos os dias a gente tem que inventar estratégias para sobreviver. Hoje estar sentada aqui é muito importante. Quando a justiça dos homens falha, a de nosso povo e da estratégia de Xangô e dos ancestrais não falham.



Babalorixá Célio D´Omolu (Pai Celinho)



>> Isso para mim é uma honra, eu acho que tanto para mim quanto para todos que estão aqui. Essa valorização quanto a religião de matriz africana, e toda essa simbologia que nos traz aqui. Eu quero muito agradecer a deputada Renata Souza, estar aqui na abertura do 'Abril Verde' é de grande importância por todos os projetos que têm sido feitos aqui e nessa Assembleia maravilhosa. Estou muito orgulho em estar aqui.



Dra. Helena Theodoro



>> É um prazer enorme estar aqui na ALERJ, com Renata Souza, que vem lutando pela comunidade preta. Somos o segundo país, depois da Nigéria, que tem a maioria de sua população negra, e nós não temos direitos assegurados. E ter o reconhecimento de uma parlamentar como Renata Souza, que nos acolhe e nos prestigia, e que valoriza a importância de nossa comunidade no país é extraordinário.



Prof. Dr. Babalawô Ivanir dos Santos



>> Este ato de hoje é muito importante porque aqui tem surgido muitas ideias justamente contra nós, tentando cercear os nossos direitos. Aqui tem um poder político conservador, que no seu cotidiano nos escolheram como inimigos sem querermos estar nesse lugar. E você ter uma parlamentar que tem uma visão de valorizar a dignidade e a trajetória de nosso povo é muito importante, e merece sempre nosso apoio.



Confira algumas fotos do evento:




Fotos: Comunicação | Mandata Renata Souza

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